Estratégias que facilitam o cateterismo urinário intermitente

Dor e medo: Como uma técnica adequada pode mudar isso?

Um conjunto de sentimentos como dor, medo, ansiedade, vergonha e insegurança podem ser comuns e vivenciados por cuidadores e crianças com mielo usuárias de cateterismo urinário intermitente.1,2,4

Todos esses sentimentos estão relacionados ao medo de machucar a criança, inserir o cateter de forma incorreta ou causar infecções.2,4 Especialmente quando se recebe pouco treinamento ou apoio profissional.1,3

Passo a passo para uma técnica adequada

  1. Higienização das mãos antes de realizar o cateterismo urinário intermitente: Lave bem as mãos com água e sabonete neutro (incluindo entre os dedos e polegares).
  2. Escolha o material adequado: Separe o cateter/sonda do tamanho adequado, um lubrificante à base de água (caso a sonda não seja hidrofílica).
  3. Realize a limpeza íntima: Antes do cateterismo, limpe a região genital para evitar a entrada de bactérias.
  4. Atente-se a anatomia na hora da inserção: Segure o pênis apontado para cima (próximo ao abdômen) ou afaste os grandes lábios para expor o meato uretral.
  5. Introduza a sonda suavemente. Nunca force a passagem; se sentir resistência, respire fundo e relaxe.
  6. Em caso de dúvidas, dificuldades ou dor durante o processo, procure um profissional de saúde.
Ilustração do passo a passo do cateterismo*

Cateterismo na infância: Como o treinamento
precoce favorece a adesão e a independência

Por que iniciar cedo faz diferença?

Bebês são mais tolerantes e tecnicamente mais fáceis de cateterizar do que crianças pequenas, que apresentam comportamentos mais desafiadores conforme crescem e desenvolvem autoconsciência.1,4 Iniciar a prática na primeira infância facilita o aprendizado, a adaptação e a adesão ao longo da vida.1

Benefícios do início precoce:

Melhor adesão a longo prazo: Quanto maior a frequência diária praticada, menor a probabilidade de abandono do procedimento.1

Aprendizado facilitado: Iniciar na primeira infância foi identificado pelos cuidadores como uma facilidade de aprendizado e adaptação da técnica.1,4

Menor risco de complicações: A continuidade do cateterismo reduz o risco de ITU, principal complicação, e previne mortalidade por complicações renais.8

Menor ansiedade nos cuidadores: Cuidadores que recebem treinamento adequado apresentam níveis de ansiedade significativamente mais baixos.3

Transição para a autonomia no Cateterismo

Como pais e jovens podem compartilhar progressivamente entre si a responsabilidade do cateterismo?

A independência na técnica não acontece de uma hora para outra, ela é construída aos poucos, juntos. Pais e filhos aprendem a dividir responsabilidades, errar, ajustar e crescer nesse processo. Entender como isso funciona ajuda toda a família a caminhar com mais segurança.5

O que desencadeia a transição

Viagens e passeios*

Viagens e passeios escolares sem os pais

Escola*

Entrada em nova escola ou período integral

Dormitório*

Morar ou estudar longe da família

Membro ativo*

Tornar-se membro ativo da sociedade

Como o processo acontece (passo a passo)

Compartilhar a consciência da independência
Pais e jovens reconhecem juntos que a autonomia é necessária e passam a definir metas específicas para a autogestão do jovem.
Identificar o que o jovem já consegue fazer
Juntos, identificam quais partes do cateterismo urinário intermitente o jovem pode realizar sozinho e quais ainda precisam de apoio, sem pressa, sem pressão.
Criar situações de autossuficiência
Os pais reduzem conscientemente a ajuda e criam situações em que o jovem realiza o cateterismo urinário intermitente sozinho, mesmo que de forma imperfeita.
Aprender por experimentação conjunta
Pais e jovens adaptam ferramentas e métodos juntos, resolvendo problemas um por um e acumulando experiências ao longo do tempo.
Conciliar visões diferentes de independência
Pais e jovens frequentemente têm ideias diferentes sobre o que significa "ser independente" e aprendem a alinhar essas visões passo a passo.

Quando o processo funciona bem

Como pais e jovens podem compartilhar progressivamente entre si a responsabilidade do cateterismo urinário intermitente?

A independência na técnica não acontece de uma hora para outra, ela é construída aos poucos, juntos. Pais e filhos aprendem a dividir responsabilidades, errar, ajustar e crescer nesse processo. Entender como isso funciona ajuda toda a família a caminhar com mais segurança.5

Família e médicos felizes*

REFERÊNCIAS:

  1. Sarı C, Kalyoncu M, Demirbağ BC. A qualitative study on the experiences of Turkish caregivers of learning clean intermittent catheterization. J Pediatr Nurs. 2025 Jan-Feb;89:e67-e73. doi: 10.1016/j.pedn.2024.10.015.
  2. Sarı C, Demirbağ BC. Investigation of anxiety levels in caregivers who perform clean intermittent catheterization on their children and affecting factors. Neurourol Urodyn. 2024 Mar;43(3):738-747. doi: 10.1002/nau.25388. PMID: 38230988.
  3. Bauer SB, Saunders RA, Masoom SN, Choung K, Hayes LC, Price DE, et al. The art of introducing clean intermittent catheterization: How families respond and adapt: A qualitative study. Neurourol Urodyn. 2024 Jan;43(1):155-163. doi: 10.1002/nau.25085.
  4. Kawahara T, Yamazaki A. Parent-youth interactions: Transitioning to toileting self-management in spina bifida patients. Health Care Transition. 2023 Dec;1:100009. doi: 10.1016/j.hctj.2023.100009.
  5. Faleiros F, Pelosi G, Warschausky S, Tate D, Käppler C, Thomas E. Factors influencing the use of intermittent bladder catheterization by individuals with spina bifida in Brazil and Germany. Rehabil Nurs. 2016 Jan-Feb;41(1):1-7. doi: 10.1002/rnj.302.
  6. Faleiros F, Cordeiro A, Favoretto N, Käppler C, Murray C, Tate D. Patients With Spina Bifida and Their Caregivers' Feelings About Intermittent Bladder Catheterization in Brazil and Germany: A Correlational Study. Rehabil Nurs. 2017 Jul-Aug;42(4):175-179. doi: 10.1002/rnj.223. PMID: 26510490.
  7. Freitas GL, Sena RR, Silva JCF, Castro FFS. Reabilitação de crianças e adolescentes com mielomeningocele: o cotidiano de mães cuidadoras. Rev Gaúcha Enferm. 2016;37(4):e60310. doi: 10.1590/1983-1447.2016.04.60310.
  8. Lim SW, Lee HE, Davis M, Park K. Perceived barriers and difficulties of intermittent catheterization: In Korean patients with spinal dysraphism and their parents. Neurourol Urodyn. 2016 Mar;35(3):395-399. doi: 10.1002/nau.22716. PMID: 25546707.
  9. Kanaheswari Y, Razak NN, Chandran V, Ong LC. Predictors of parenting stress in mothers of children with spina bifida. Spinal Cord. 2011 Mar;49(3):376-380. doi: 10.1038/sc.2010.125. PMID: 20838404.
  10. Edwards M, Borzyskowski M, Cox A, Badcock J. Neuropathic bladder and intermittent catheterization: social and psychological impact on children and adolescents. Dev Med Child Neurol. 2004 Mar;46(3):168-177. doi: 10.1017/s0012162204000381. PMID: 14995086.
  11. "Birdefalik sidiklik kateteri", foto de MrArifnajafov, via Wikimedia Commons, licenciada sob CC BY 3.0. Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en

*Fonte: gerada por Chat GPT em 31 de agosto de 2026.