Papel do enfermeiro no cuidado urológico

Uma equipe de Enfermagem irá trabalhar junto com o urologista nas investigações para buscar a melhor solução para o seu filho. O enfermeiro irá monitorar as funções urinárias e intestinais durante o desenvolvimento do seu filho.

Na busca por informações e orientação do procedimento do cateterismo urinário intermitente os profissionais citados como responsáveis foram o enfermeiro e o médico em igualdade de porcentagem. Na educação em saúde, o enfermeiro, por meio das suas atividades educativas, facilita a compreensão sobre o tema bexiga neurogênica e a técnica do cateterismo urinário intermitente. Somado a relação entre o enfermeiro, o paciente e seus familiares colaboram para a adesão à técnica do cateterismo urinário intermitente.1,3

Equipe médica com crianças e cadeirante*

Assim, é importante reconhecer que, durante a reabilitação do paciente que necessita de cateterismo urinário intermitente, os enfermeiros são essenciais para preparar o paciente e/ou cuidador em relação à capacitação, à gestão e à aquisição de material, pois quando estes desenvolvem autoconfiança para a realização do procedimento, o desempenho é mais eficiente e favorece o processo de reabilitação.4

Gestante conversando com enfermeira*
Médico lendo livro sobre Espinha Bífida*

Os grupos de apoio, organizações de pacientes, médicos/enfermeiros especializados e mídias sociais são considerados as fontes de informação mais úteis pelos pais/cuidadores. É primordial que o profissional consiga aproximar-se desse familiar para entender os principais anseios e dúvidas desses cuidadores, utilizando uma linguagem clara e objetiva, permitindo-lhes uma melhor compreensão dos fatos de maneira que esses sentimentos não interfiram de maneira negativa no cuidado da criança/adolescente com mielo e usuárias de cateterismo urinário intermitente.5,6

O Cateterismo Intermitente Limpo é o tratamento mais indicado para esvaziar a bexiga. Ele protege os rins e evita infecções graves.6

1. Treinamento e educação em saúde

O enfermeiro ensina o passo a passo do cateterismo urinário intermitente.Esse treinamento inclui:

Higiene correta: Lavar bem as mãos e limpar a região íntima antes de usar a sonda para não levar bactérias para a bexiga.

Uso dos materiais: Explicar a diferença e o uso correto de sondas comuns (de PVC) ou sondas hidrofílicas, que já vêm lubrificadas e agridem menos o canal da urina.

Técnica de inserção: Ensinar como colocar a sonda de forma suave até a urina começar a sair.

2. Estímulo à autonomia e independência

À medida que a criança com mielo cresce, o enfermeiro trabalha para que ela faça o autocateterismo e quando não é possível, ensina o cuidador. O objetivo é fazer o paciente entender sua rotina e conseguir esvaziar a própria bexiga sozinho na escola ou em passeios, ganhando liberdade e melhorando sua autoestima.

Menino com capa de super-herói*

3. Prevenção e monitoramento de complicações

O enfermeiro acompanha o paciente de perto para evitar problemas de saúde comuns. Ele orienta a família a:

  • Seguir os horários certos (geralmente a cada 4 ou 6 horas) para a bexiga não encher demais.
  • Ficar atento a sinais de infecção urinária, como urina com cheiro forte, cor escura, febre ou dor nas costas.
  • Observar sangramentos ou feridas causadas pela passagem da sonda.
Família em consulta com enfermeiro*

4. Apoio emocional e rede de cuidados

Adaptar-se à rotina de passar uma sonda várias vezes ao dia pode ser difícil e cansativo para a família. O enfermeiro serve como uma ponte de apoio, ajudando a amenizar medos, esclarecer dúvidas e incentivar a continuidade do tratamento. Além disso, ele ajuda a organizar a quantidade de materiais necessários que a família deve receber da Unidade Básica de Saúde.4,5

REFERÊNCIAS:

  1. Costa GG, Santos CLO, Silva MR. Conhecimento, atitude e prática de cuidadores de crianças com mielomeningocele sobre o cateterismo intermitente limpo. Rev Bras Enferm. 2023;76(4):e20220315.
  2. Gomes BL, Silva PC, Santos DM, Alencar EN, Lima CR. Educação em saúde no cateterismo vesical intermitente pediátrico. Rev Enferm UFPE on line. 2021;15(1):e247120.
  3. International Children's Continence Society (ICCS). Standardization document on pediatric intermittent catheterization. Louvain-la-Neuve: ICCS; 2020.
  4. Santos JA, Ramos MC, Oliveira PT, Martins FA. Redes de apoio social e fontes de informação utilizadas por famílias de crianças com necessidades especiais de saúde. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2024;28(1):e20230114.
  5. Silva MR, Santos EL. O papel da enfermeira na orientação do cateterismo intermitente limpo às famílias de crianças com bexiga neurogênica. Rev Contribuciones a las Ciencias Sociales. 2024;17(8):e9991.
  6. Silva RA, Torres MV, Ferreira LN, Castro SB. Cuidados de enfermagem no cateterismo intermitente limpo em crianças. Rev Bras Enferm. 2022;75(2):e20210415.

*Fonte: gerada por Chat GPT em 31 de agosto de 2026.